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fumos de solda

ARTIGOS TÉCNICOS

Aspiração de fumos de solda

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HIGIENE INDUSTRIAL

Captação na fonte para proteger o operador

O fumo de solda não é “fumaça”: é uma nuvem de partículas metálicas finíssimas e gases que o operador respira diretamente na sua zona de trabalho. A forma de controlá-lo não é ventilar o galpão, mas captá-lo na fonte —o mais perto possível do arco— antes que chegue às vias respiratórias. O equipamento que faz essa captação pode ser portátil ou fixo conforme o modo de trabalho da oficina, mas o princípio é sempre o mesmo: extrair o fumo onde ele é gerado.

O que tem o fumo de solda e por que importa

O fumo de solda contém óxidos metálicos muito finos —em sua maioria abaixo de 1 mícron— que penetram fundo no pulmão. Quase toda solda de aço libera manganês, e ao soldar inoxidável ou ligas com cromo aparece cromo hexavalente (Cr VI), classificado como cancerígeno; conforme o material também há níquel e, no alumínio, ozônio. Os limites de exposição desses contaminantes são baixíssimos: uma nuvem de fumo quase invisível pode superá-los várias vezes. Por isso o problema não é “incômodo”, mas saúde ocupacional, e justifica uma captação projetada, não improvisada.

A regra de ouro: captar na fonte

O controle recomendado é a extração localizada o mais perto do arco possível, porque quanto mais longe se tenta captar o fumo, mais ar é preciso mover e menos se retém. As formas habituais de captação na fonte são o braço aspirante, a mesa aspirante (downdraft) e a cabine de solda. A captação ambiente ou geral —limpar o ar de todo o recinto— é sempre um complemento secundário, nunca o sistema principal, porque deixa o fumo passar pela zona de respiração antes de tratá-lo.

Portátil ou fixo: como escolher

A decisão entre um equipamento portátil e um fixo/centralizado depende do padrão de trabalho, não de qual é “melhor”. O aspirador portátil convém quando a solda é itinerante, há um único posto por vez, ou se trabalha em reparo e montagem em diferentes locais: leva-se ao ponto, não requer obra nem dutos. O sistema fixo ou centralizado convém quando há vários postos simultâneos e produção contínua: melhor custo por metro cúbico em escala e menor intervenção do operador. Muitas oficinas combinam ambos: fixo nas estações permanentes, portátil para as tarefas que se movem.

Filtração e recirculação: dois cuidados

Como a partícula é muito fina, a filtração deve ser de alta eficiência —cartucho de meio fino capaz de reter a fração mais fina—. E há um ponto normativo chave: em várias jurisdições o ar com cromo hexavalente ou com fumos de galvanizado não pode ser recirculado no interior e deve ser expelido para o exterior. Além disso, a filtração e a ventilação são controles de engenharia, mas a conformidade se confirma com uma avaliação de exposição (amostragem de ar). Em todos os casos cabe verificar a regulamentação local.

CONCLUSÃO

Primeiro proteger o operador, depois escolher o formato

A aspiração de fumos de solda se resolve em dois planos. Primeiro o princípio inegociável: captar na fonte, perto do arco, com filtração fina; é aí que o soldador é realmente protegido. Segundo, o formato do equipamento —portátil ou fixo— que se escolhe conforme como e onde se solda. Definir bem o material que se solda (e, portanto, quais contaminantes libera) é o ponto de partida para dimensionar a captação e verificar a conformidade.

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