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Como especificar 
uma serra de corte

ARTIGOS TÉCNICOS

Como especificar uma serra de corte

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ACERO ESTRUCTURAL

Seção máxima, ângulo de corte e automação: o que define a serra para aço estrutural

Cortar aço estrutural não é só «cortar sob medida». Uma serra para perfis, tubos e barras se especifica pela seção maior que deve cortar, pelos ângulos que precisa —reto e meia-esquadria— e por quanta autonomia a produção exige. Escolhê-la pelo preço ou pelo comprimento de corte, sem olhar essas variáveis, é comprar uma máquina esperando que resolva um trabalho que não foi definido. Este artigo explica o que cada uma observa e por quê.

A seção máxima define a capacidade

Uma serra se dimensiona pelo perfil, tubo ou barra maior que vai cortar. A capacidade de corte a 90° —a largura e a altura máximas, ou o diâmetro— é o número que manda: abaixo dele a serra serve, acima a peça não entra. Definir a seção máxima real de trabalho, e não a habitual, é o que evita que a serra fique curta no dia em que entra o perfil grande.

O ângulo de corte: reto e meia-esquadria

Para preparar estruturas, muitos cortes não são a 90°: as uniões pedem meia-esquadria. Um cabeçote de meia-esquadria corta a 90° e em ângulo sem reposicionar a peça, o que economiza um passo e melhora a precisão da união. Convém definir a faixa de ângulos necessária —meia-esquadria simples, e composta se for preciso—: uma serra que só corta reto obriga a preparar as meias-esquadrias à parte, com mais manipulação e menos exatidão.

O material e o tipo de seção

Não é o mesmo cortar um maciço que um perfil de parede fina ou um tubo. A lâmina, a velocidade e o avanço mudam conforme o material —aço carbono, inoxidável— e a geometria da seção, maciça ou oca. Uma serra bem especificada chega com os parâmetros de corte adequados para o tipo de seção dominante da oficina, o que se traduz em mais vida de lâmina e melhor acabamento.

Autonomia e produtividade

As serras vão do corte manual peça a peça até equipamentos CNC com alimentação automática, posicionamento no comprimento e corte por lotes. O nível de automação se define pelo volume: para produção contínua, uma serra que mede, posiciona e corta sozinha compensa em tempo e em repetibilidade. Superdimensionar a automação para um volume baixo, ou ficar curto para um alto, são os dois erros típicos.

Autônoma ou em linha com a furação

Uma serra pode trabalhar sozinha ou integrar-se em linha com uma máquina de furação de vigas. Juntas formam uma linha de preparação de aço estrutural, onde a peça é cortada sob medida e furada em um fluxo contínuo, sem voltar a manipulá-la entre operações. Se a oficina já fura vigas, integrar o corte reduz a manipulação e organiza o fluxo; como se especifica essa furação desenvolve-se no seu próprio artigo.

CONCLUSIÓN

A serra se escolhe pelo corte que é preciso fazer

Especificar uma serra de corte é descrever bem o corte mais exigente que vai fazer: a maior seção, os ângulos que precisa, o material e o volume. Com essas variáveis definidas, a serra adequada quase se escolhe sozinha, e evita-se tanto pagar automação a mais como ficar curto em capacidade ou em ângulos. Como representante das serras de corte AKYAPAK, a Metalcym acompanha essa definição para que o equipamento corresponda ao trabalho real.

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