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peças fundidas

ARTIGOS TÉCNICOS

Jateamento de peças fundidas

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ACABAMENTO DE FUNDIÇÃO

Por que é um passo técnico e não apenas estético

Uma peça recém-saída do molde não está pronta para uso: sai coberta de areia de moldagem, carepa e restos da desmoldagem. O jateamento que vem depois não é uma questão de capricho nem de que "fique bonita". É um passo técnico que condiciona a peça para tudo o que vem a seguir: inspecioná-la, usiná-la, pintá-la e colocá-la em serviço com confiança. Para uma fundição ou uma oficina que produz em volume, resolver bem esse passo define tanto a qualidade quanto a produtividade.

1. O que sai do molde e por que não serve bruta

A peça bruta de fundição carrega tudo o que o processo deixou: areia de moldagem aderida à superfície, areia queimada incrustada onde o metal esteve mais quente, carepa formada no resfriamento e restos dos sistemas de alimentação. Essa camada não é superficial nem uniforme: esconde a forma real da peça e contamina qualquer operação posterior. Tentar usinar, inspecionar ou pintar sobre ela é trabalhar às cegas.

Em uma fundição de aço, além disso, convém jatear assim que a peça é desmoldada, antes de cortar os montantes: remover a areia abrasiva primeiro evita que danifique as ferramentas de corte e deixa o resto do processo sobre uma superfície limpa.

2. O que o jateamento faz à peça fundida

O jateamento projeta granalha de aço em alta velocidade contra a peça. O impacto arranca a areia, a carepa e os óxidos de maneira uniforme por toda a superfície, incluindo cavidades e reentrâncias onde uma escovação manual não chega. O resultado é uma superfície metálica limpa e homogênea, com rugosidade uniforme, tratada de forma repetível peça após peça. Para o detalhe do processo em si, remetemos ao artigo de introdução ao jateamento.

3. Revela a peça real: inspeção e detecção de defeitos

Sobre uma peça suja, os defeitos ficam encobertos. Uma vez jateada, a superfície limpa expõe poros, rechupes, trincas e inclusões que a areia e a carepa ocultavam. Por isso o jateamento é condição prévia da inspeção visual e dos ensaios não destrutivos: sem ele, um defeito crítico pode passar despercebido até a peça falhar em serviço. Aqui fica claro que o jateamento é funcional, não estético.

4. Prepara a usinagem

A areia de moldagem é abrasiva e dura. Se a peça chega ao torno ou à fresa com areia aderida, essa areia desgasta e lasca o fio da ferramenta, encurta sua vida e encarece a usinagem. Jatear antes de usinar elimina esse abrasivo e entrega superfícies de referência e fixação limpas e estáveis, o que melhora a repetibilidade dimensional. Paga-se sozinho em ferramentas que duram mais e menos peças rejeitadas.

5. Habilita a aderência do revestimento

Uma peça fundida que será pintada, fosfatizada ou revestida precisa de uma superfície limpa e com ancoragem. Sobre a carepa e os óxidos, qualquer revestimento descola: a película adere à sujeira, não ao metal. O perfil que o jateamento deixa dá a ancoragem que o revestimento precisa para durar. A preparação de superfície para revestimento tem seus próprios critérios; remetemos ao artigo específico.

6. Fazer bem e em volume: o equipamento adequado

O jateamento dá resultado quando é um processo controlado, não um polimento improvisado. Muitas fundições recorrem a jateadoras de mesa giratória: são válidas para certas peças, mas para o jateamento completo rendem menos, porque pela sua geometria a peça costuma precisar de dois ou mais ciclos para ficar 100% jateada, com mais tempo de máquina e de manipulação. Para alcançar a cobertura total em um único processo, o equipamento correto depende do tipo de peça:

JATEADORA DE ESTEIRA ROTATIVA

JATEADORA DE ESTEIRA ROTATIVA

  • Peças fundidas pequenas e a granel que toleram o volteio
  • Desareamento de peças fundidas ferrosas e não ferrosas
  • Volteio controlado (efeito de tamboreamento) para cobertura uniforme sem danificar as peças
  • Remoção de óxidos e carepa
  • Rebarbação junto com a limpeza, num mesmo ciclo
  • Esteiras de borracha para peças delicadas ou de aço para alta exigência
  • Pensada para altos volumes de peças pequenas
JATEADORA DE GANCHEIRA

JATEADORA DE GANCHEIRA

  • Peças fundidas médias e grandes que se penduram e não se volteiam
  • Processa peças de qualquer tamanho, forma e complexidade
  • Gancho giratório: cobertura total sem manipular peça por peça
  • Cabides intercambiáveis conforme o tipo de peça
  • Opções de gancho fixo, móvel, duplo ou múltiplo sobre trilhos
  • Carga e descarga simultânea em equipamentos de gancho duplo
  • Alto volume de produção sem interrupções

CONCLUSÃO

O jateamento não fecha a peça: a habilita

O jateamento de uma peça fundida não é o toque final estético: é o passo que a torna inspecionável, usinável e pintável, e que condiciona seu desempenho em serviço. Fazê-lo bem —com o abrasivo, a intensidade e o equipamento corretos para cada tipo de peça— é o que separa uma peça confiável de uma que falha mais adiante. A Metalcym fabrica suas próprias jateadoras e as usa em sua própria fundição: projeta e fabrica os equipamentos que resolvem esse passo, dominando o processo de ponta a ponta.

Instalações

Equipamentos em operação

videos

Equipamentos em ação

Túnel de jateamento em ganchos
Túnel de jateamento contínuo em ganchos
Jateadora de esteira rotativa Tumblast LT600G

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Nossos departamentos de Engenharia e Vendas trabalham em estreita colaboração com o cliente para projetar uma solução personalizada, reduzindo custos operacionais e maximizando a produtividade. Cada projeto começa com um levantamento técnico detalhado e culmina na fabricação e teste do equipamento em nossa fábrica.

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