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Jateamento de perfis e estruturas metálicas: matéria-prima e estruturas soldadas

ARTIGO TÉCNICO

Jateamento de perfis e estruturas metálicas: matéria-prima e estruturas soldadas

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MATÉRIA-PRIMA · SOLDAGEM · SHOP PRIMER

Duas etapas do processo: matéria-prima antes de fabricar e estrutura terminada antes de pintar

O jateamento de perfis e estruturas metálicas não é um processo único: dependendo do momento do ciclo produtivo em que é aplicado e do tipo de material tratado, os objetivos, os equipamentos e os resultados são completamente diferentes. Este artigo explica as duas grandes etapas do processo, os contaminantes gerados pela soldagem, a função do shop primer nas linhas integradas e por que as turbinas centrífugas são o método de referência para essas aplicações.

Duas etapas do processo: matéria-prima antes de fabricar e estrutura terminada antes de pintar

O jateamento neste segmento é aplicado em dois momentos distintos do ciclo produtivo, com objetivos diferentes:

Jateamento de matéria-prima (antes de fabricar): perfis H, I, U, duplo T, barras, tubos, chapas e laminados planos são jateados antes do corte, furação e soldagem. O objetivo é eliminar a carepa e o óxido originais do processo de laminação a quente, deixando a superfície limpa e com perfil de rugosidade para receber o shop primer. Jatear antes de fabricar oferece a máxima homogeneidade de acabamento porque a geometria da peça é simples e regular; as linhas PER-R, PER-I e CH foram projetadas especificamente para esse propósito.
Jateamento de estruturas soldadas terminadas (antes de pintar): conjuntos fabricados, marcos, treliças, vigas armadas e estruturas complexas são jateados após o processo de soldagem. O objetivo é remover os contaminantes de soldagem (escória, respingos, óxido da zona afetada pelo calor) e preparar a superfície para a tinta final. A geometria complexa requer equipamentos com múltiplas turbinas em ângulos variáveis — linhas EST — para garantir cobertura total sem pontos de sombra.

Em muitas instalações de alta produção, ambas as etapas coexistem: a matéria-prima entra jateada e com shop primer, e a estrutura terminada recebe um segundo jateamento para remover os contaminantes da soldagem antes da tinta de acabamento.

Contaminantes da soldagem: por que devem ser removidos antes do revestimento

O processo de soldagem deposita sobre a estrutura uma série de contaminantes que impedem a aderência correta de qualquer revestimento protetor:

Escória de soldagem: camada vítrea que se forma sobre o cordão durante o processo MIG/MAG ou eletrodo. Se não for completamente removida, a tinta aplicada sobre ela descasca junto com a escória ao primeiro ciclo térmico ou impacto.
Respingos (spatter): gotas de metal fundido que impactam a superfície base. Têm baixa adesão mecânica e criam pontos de diferente potencial eletroquímico, acelerando a corrosão galvânica localizada sob a tinta.

Zona afetada pelo calor (ZAC): o calor da soldagem oxida a superfície do metal base na zona adjacente ao cordão. Esse óxido tem potencial diferente do aço base e age como ponto de início de corrosão sob o revestimento.

Contaminantes de manuseio: marcas de graxa, óleo de corte ou contaminantes de contato que impedem o molhamento da tinta sobre o metal.

O jateamento abrasivo é o único método que remove simultaneamente todos esses contaminantes e gera o perfil de rugosidade que a tinta precisa para ancorar. As normas SSPC SP 6 a SP 10 definem o nível de limpeza exigido conforme o sistema de revestimento e a exposição ambiental esperada.

O shop primer: por que integrá-lo com a linha de jateamento

O shop primer (imprimação de obra ou imprimação de fábrica) é um revestimento de proteção temporária aplicado imediatamente após o jateamento da matéria-prima. Sua função não é a proteção definitiva: é proteger a superfície jateada durante o processo de fabricação — meses de armazenagem, manuseio, corte, furação e soldagem — até que o sistema de tinta final seja aplicado.

Proteção temporária controlada: o shop primer protege o aço jateado durante o período de fabricação, evitando que a superfície limpa se oxide antes de receber a tinta definitiva. Sua formulação permite soldagem direta sem necessidade de remoção prévia na zona de união.
Integração com a linha de jateamento: a linha integrada jateamento → cabine de shop primer → forno de secagem processa a matéria-prima em fluxo contínuo. Jatear e aplicar o shop primer na mesma passagem elimina a janela de re-oxidação do aço limpo, que pode ser de poucas horas em ambientes com umidade elevada.

Compatibilidade com a tinta final: o shop primer deve ser compatível com o sistema de tinta de acabamento. Os mais utilizados são à base de zinco (epoxi zinco, zinco inorgânico) ou wash primer. A escolha do shop primer faz parte da especificação do sistema de tinta total.

Redução de custos de preparação: o segundo jateamento da estrutura terminada é mais rápido e econômico quando a matéria-prima foi tratada com shop primer, porque os únicos contaminantes a remover são os da soldagem, não o óxido base da matéria-prima.

Por que turbinas centrífugas e não jateamento manual para esses processos

Cobertura total sem pontos de sombra: os equipamentos EST utilizam de 8 a 16 turbinas com ângulos variáveis ao redor da câmara de jateamento. Essa disposição garante que o abrasivo alcance todas as faces da peça simultaneamente, incluindo as zonas de difícil acesso em estruturas complexas, sem depender da habilidade do operador.
Homogeneidade e repetibilidade: o jateamento manual produz variações de cobertura e intensidade entre peças e entre operadores. As turbinas centrífugas trabalham com parâmetros fixos (velocidade de passagem, potência das turbinas, tipo de abrasivo), garantindo o mesmo resultado em cada peça da produção.

Produtividade e custo operacional: as linhas automáticas processam perfis e estruturas em passagem contínua com custo operacional mínimo. Para o mesmo resultado de limpeza, o custo por tonelada processada em turbinas é sensivelmente menor que no jateamento manual, especialmente em produções de alto volume.

Sem contaminação ambiental: o sistema fechado das linhas automáticas evita a poluição de abrasivo e poeira no ambiente de trabalho. O abrasivo é recuperado, limpo e recirculado em circuito fechado.

O jateamento manual com cabine de jateamento continua indispensável como complemento: para peças de grande porte ou geometria excepcional que não passam pelos equipamentos automáticos, ou para retoques pontuais após a soldagem.
ués de la soldadura.

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Equipos

Jateadora de Chapas de Passagem Vertical

LINHA CH-V

Jateadora de Chapas de Passagem Vertical

Chapas processadas em posição vertical. Sem escovas nem sopradores, eliminando pontos de acúmulo de abrasivo. Menor custo de investimento e manutenção em relação ao pasaje horizontal. Compatível com granalha esférica ou angular para diferentes perfis de rugosidade superficial.

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Jateadora chapas e perfis horizontal CH-H

LINHA CH-H

Jateadora chapas e perfis horizontal CH-H

Para placas planas e perfis H em posição horizontal. Com escovas giratórias e sopradores para eliminar o abrasivo acumulado sobre as peças. Integrável com cabine de shop primer e forno de secagem para uma linha completa de preparação e revestimento.

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Jateadora de Estruturas sobre Rolos

LINHA EST-ROD

Jateadora de Estruturas sobre Rolos

De 8 a 16 turbinas com ângulos variáveis de impacto para cobertura total sem pontos cegos em estruturas de qualquer geometria. Para vigas compostas, treliças, pórticos e conjuntos soldados de grande porte. Alto volume de produção com mínimo custo operacional.

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Jateadora de perfis e estruturas com turbinas inclinadas

LINHA PER I

Jateadora de perfis e estruturas com turbinas inclinadas

Turbinas inclinadas para processar tanto matéria-prima quanto estruturas soldadas simples e spools. Cobertura uniforme em perfis de geometria variada: angular, duplo T, L, tubos e seções compostas. Alta versatilidade combinada com alto volume de produção.

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Jateadora de perfis e tubos com turbinas retas

LINHA PER-R

Jateadora de perfis e tubos com turbinas retas

Turbinas a 90° em relação ao caminho das peças. Alta produtividade para matéria-prima: perfis H, I, U, duplo T, barras e tubos. Processo automático contínuo com mínimo custo operacional. Ideal para usinas de corte, centros de serviço de aço e fabricantes de estruturas.

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Jateadora de Estruturas Tipo Túnel

LINHA EST-TUN

Jateadora de Estruturas Tipo Túnel

Para todo tipo de peças em carga suspensa: desde componentes pequenos até estruturas de grande porte. Compatível com sistemas Power and Free e linhas de pintura automática, eliminando a manipulação de peças entre processos. De 8 a 16 turbinas garantem cobertura total sem pontos cegos.

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