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Quando especificar 
stress peening

INFORME TÉCNICO

Quando especificar stress peening

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TENSÕES RESIDUAIS

Por que jatear sob carga eleva a compressão efetiva e em quais componentes se justifica

O stress peening não é “outro tipo de shot peening”: é jateamento aplicado com a peça submetida a uma carga elástica que reproduz a direção do esforço de serviço. É reservado a componentes nos quais uma falha por fadiga não é admissível e nos quais o peening convencional já não oferece a margem buscada. **A lógica é simples: se a peça vai trabalhar flexionada, convém jateá-la flexionada.

** Para os fundamentos, remetemos ao informe de introdução ao shot peening; aqui desenvolvemos o critério, o mecanismo e o controle.

O que é e por que funciona

A peça é montada em dispositivos de tensionamento e submetida a carga —habitualmente hidráulica— enquanto é jateada, reproduzindo as condições de serviço. Ao liberar a carga, a tensão aplicada soma-se à compressão induzida pelo impacto, e o resultado é uma compressão residual líquida maior e mais profunda na face que trabalhará à tração, que é onde se iniciam as trincas de fadiga.

A condição pré-tensionada amplifica a magnitude e a profundidade da compressão residual em relação ao mesmo jateamento realizado em repouso.

Quando se justifica (e quando não)

O stress peening compensa em componentes com uma direção de carga dominante e um ciclo de fadiga crítico: feixes de molas e molas parabólicas —a aplicação histórica, por flexão—, barras de torção e molas de suspensão de alta solicitação, tanto em automotivo quanto em ferroviário. A condição é que a carga durante o jateamento reproduza a direção do esforço real de serviço. A Metalcym fabrica equipamentos de stress peening com dispositivos de tensionamento para esse tipo de peça.

Também tem um ponto ótimo: existe uma pré-carga ideal, nem tão baixa que apenas supere o peening convencional, nem tão alta que, em molas helicoidais, as espiras se sombreiem entre si e degradem o efeito. Em peças sem direção de carga dominante ou de baixa exigência, o tensionamento agrega complexidade sem benefício proporcional; as molas helicoidais comuns costumam ser bem resolvidas com shot peening convencional.

Como o processo é controlado

A especificação do stress peening acrescenta, à intensidade Almen e à cobertura, a direção e a magnitude da carga aplicada durante o processo. Convém separar dois planos de controle. Como fabricante do equipamento, a Metalcym assegura e repete aquilo que o processo efetivamente controla: a intensidade e a cobertura, verificadas por ensaio Almen, além da carga de tensionamento aplicada. O jateamento atua sobre a superfície; o desempenho final em fadiga depende também do histórico prévio da peça —material, composição química, tratamento térmico—, igualmente determinante e fora do alcance do equipamento.

A tensão residual efetiva em um dado componente é verificada por difração de raios X, um método conhecido e utilizado por muitas empresas para caracterizar seu processo. É uma medição do resultado sobre aquela peça em particular —não um parâmetro que o equipamento controle— e, em stress peening, é especialmente ilustrativa, porque o aporte do tensionamento não se reflete na lâmina Almen, que é jateada sem carga.

Nota (a mesma que consta em nossos orçamentos): O único método de controle conhecido até a data em processos de shot peening é a medição de intensidade e cobertura (ensaio Almen). Em contrapartida, a tensão residual está diretamente relacionada ao tipo de peça, ao material, ao tratamento térmico e ao jateamento (tipo de granalha, dureza, velocidade de impacto, etc.); caso alguma dessas variáveis seja alterada, afetará diretamente a tensão residual obtida.

Para o desenvolvimento do processo, a prática recomendada é ensaiar à fadiga peças de um mesmo lote com e sem o tratamento, a fim de quantificar a melhoria sobre o componente real. As normas de referência (SAE J442/J443/J2277, AMS) são citadas a título orientativo.

O stress peening dentro da família de peening realçado

O stress peening compartilha objetivo com outras variantes da indústria da mola, mas opera sobre um eixo próprio —a carga aplicada durante o jateamento—, sendo por isso combinável com elas. O duplo shot peening, que a Metalcym também realiza, atua sobre a camada mais externa e o acabamento com uma segunda passada de meio mais fino. O warm peening, um processo da indústria executado a temperatura elevada, busca uma compressão residual mais estável frente à relaxação, por efeito do envelhecimento por deformação (strain aging). Em feixes de molas de máxima exigência esses enfoques podem ser aplicados sobre a mesma peça; em outros casos, warm e stress peening são inclusive caminhos alternativos para um mesmo fim.

O warm peening não exige uma jateadora distinta: é executado sobre um equipamento de shot peening cuja peça ingressa pré-aquecida (tipicamente 150–350 °C), com componentes preparados para sustentar essa temperatura durante o ciclo.

A Metalcym aplica stress peening sob carga e duplo shot peening, ambos a frio; o warm peening é citado como referência do estado da arte e, mediante requerimento, pode ser avaliado seu desenvolvimento sobre essa mesma base de equipamento.

PARA DECIDIR

Compressão onde o componente precisa

O stress peening compensa quando a peça tem uma direção de carga dominante e um ciclo de fadiga crítico que o peening convencional não cobre: jatear sob a carga de serviço deixa a máxima compressão residual justamente na face tracionada.

Na Metalcym projetamos e fabricamos equipamentos de stress peening com dispositivos de tensionamento que reproduzem as condições de serviço do componente e asseguram resultados repetíveis de intensidade e cobertura.

Instalações

Equipamentos em operação

VIDEOS

Equipamentos em ação

Stress peening de molas de lâmina parabólicas

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