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Jateadora de chapa 
horizontal ou vertical

Artigo técnico

Jateadora de chapa horizontal ou vertical

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Fundamentos do processo

Jateadora de chapa horizontal ou vertical — guia de seleção

A Metalcym fabrica duas linhas de jateadoras de chapa de passagem contínua: a linha CH-H de passagem horizontal e a linha CH-V de passagem vertical. Ambas jateiam as duas faces da chapa em uma única passada e podem ser integradas com linhas de shop primer, mas possuem características técnicas, custos operacionais e faixas de aplicação distintos. Este guia compara as duas tecnologias nos aspectos mais relevantes para a seleção do equipamento correto.

1. Custo de investimento e obras civis

Quando o processo trabalha exclusivamente com chapas planas, o equipamento de passagem vertical CH-V tem um custo de investimento menor do que o horizontal. O custo é similar em ambas as tecnologias quando o processo também requer o processamento de perfis. A fossa de obras civis necessária para o sistema de recuperação de granalha é significativamente menor no equipamento vertical — isso impacta diretamente no custo total de instalação e no tempo de comissionamento.

2. Peças e perfis que processa

A jateadora de passagem horizontal CH-H pode processar chapas planas e diferentes tipos de perfis — cantoneira, L, H e tubos — com aba de até 150 mm de altura (300 mm total). Essa versatilidade a torna a escolha certa para plantas que processam tanto chapas quanto perfis no mesmo equipamento. A jateadora de passagem vertical CH-V não permite processar perfis — se o processo exige ambos, é necessário um equipamento independente para perfis, implicando maior investimento total.

3. Espaço na planta e compacidade

O equipamento de passagem vertical CH-V é mais compacto e simples do que o horizontal, ocupando menor área na planta. A diferença de espaço é significativa porque o equipamento horizontal requer maior comprimento para abrigar o sistema de escovas giratórias e sopradores após a câmara de jateamento. Se o espaço disponível na planta é uma restrição, o equipamento vertical é a escolha natural. O equipamento vertical requer, em contrapartida, maior altura de edificação pela posição vertical da chapa.

4. Custo operacional

O equipamento de passagem vertical tem menor custo operacional do que o horizontal. A principal razão é que o CH-H requer escovas giratórias e sopradores com maior potência instalada para remover a granalha acumulada sobre a face superior da chapa — esses componentes consomem energia adicional, geram maior custo de manutenção e requerem reposição periódica. No CH-V a granalha cai por gravidade sem se acumular, eliminando a necessidade desses componentes e reduzindo a potência total instalada.

5. Produtividade — processamento simultâneo de chapas

O equipamento de passagem horizontal CH-H permite processar duas chapas com menos de 1,5 m de largura simultaneamente, aumentando a produtividade por ciclo quando a largura das peças permite. O equipamento de passagem vertical CH-V só pode processar uma chapa por vez. Essa vantagem do CH-H pode ser relevante em plantas de alta produção onde o volume de chapas estreitas é significativo.

6. Sistema de remoção de granalha pós-jateamento

No equipamento horizontal, a granalha se acumula sobre a face superior da chapa durante o processo. O sistema de escovas giratórias e sopradores remove mais de 98 % do abrasivo depositado, mas é recomendável que um operador inspecione e retire manualmente a granalha residual antes da entrada na linha de shop primer. Esse sistema de varrição não existe no equipamento vertical: ao transportar a chapa na posição vertical, não há possibilidade de acúmulo de abrasivo nas superfícies, eliminando a necessidade de sopradores e varredores adicionais.

7. Tipo de abrasivo e rugosidades alcançáveis

O equipamento de passagem horizontal CH-H trabalha preferencialmente com granalha esférica para facilitar a remoção pelas escovas giratórias — o uso de granalha angular dificulta a limpeza da chapa e pode gerar acúmulo nos mecanismos. Isso limita as rugosidades alcançáveis. O equipamento de passagem vertical CH-V pode trabalhar indistintamente com granalha esférica ou angular, sendo flexível quanto a requisitos de rugosidades altas e acabamentos com facetado angular que algumas especificações de pintura exigem.

8. Integração com linha de shop primer

No equipamento horizontal, o sistema de pintura em linha requer um transportador com suportes tipo dente de serra para não danificar a tinta aplicada na face inferior durante o transporte. Esses dentes de serra podem gerar marcas pontuais na chapa nas zonas de apoio. No equipamento vertical, o apoio da chapa nos rolos de borracha é mínimo e pontual — não gera problemas de riscos nem marcas na camada de shop primer recém-aplicada, produzindo um acabamento mais uniforme.

SELEÇÃO DE EQUIPAMENTO

AspectoCH-H — Passagem HorizontalCH-V — Passagem Vertical
Custo de investimento (só chapas)↓ Maior↑ Menor
Custo de investimento (chapas + perfis)SimilarSimilar
Fossa de obras civis↓ Maior↑ Menor
Processa perfis (aba ≤150 mm)✅ Sím❌ Não
Espaço na planta↓ Maior↑ Menor
Custo operacional↓ Maior↑ Menor
Chapas simultâneasAté 2 (≤1,5 m cada)1 por vez
Acúmulo de granalha na chapaSim — requer escovasNão
Tipo de abrasivoSomente esféricoEsférico ou angular
Rugosidades altas / angular❌ Limitado✅ Flexível
Shop primer — risco de marcasPossível (dente de serra)Mínimo

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