
SUPORTE TÉCNICO
Manutenção de turbinas de jateamento
MANUTENÇÃO · EQUIPAMENTOS
A turbina centrífuga — funcionamento, desgaste e manutenção
A turbina centrífuga é o coração de toda jateadora automática. É o componente que recebe o abrasivo, acelera-o e projeta-o sobre a peça no feixe dirigido que produz o jateamento. Seu correto funcionamento determina a produtividade do processo, a qualidade do acabamento e o consumo de granalha. O desgaste incorreto ou ignorado é a causa mais frequente de problemas em jateadoras.
A turbina é composta pelos seguintes elementos principais: a roda ou rotor, que gira a alta velocidade acionado pelo motor; as palhetas, que são as peças de desgaste que aceleram o abrasivo; a caixa de controle, que dosifica e direciona o fluxo de abrasivo para as palhetas; e a carcaça, que aloja o conjunto e direciona o feixe de projeção.
O conceito do ponto quente é fundamental para a manutenção de turbinas. O ponto quente é a zona da carcaça que recebe o maior impacto do abrasivo durante o processo. A caixa de controle deve estar posicionada de forma que o ponto quente coincida com a zona de maior blindagem da carcaça. Um ponto quente mal posicionado produz desgaste acelerado e assimétrico da carcaça e do rotor.
Os indicadores de que uma turbina requer atenção são: aumento do consumo de granalha por peça processada, perda de uniformidade no acabamento superficial, aumento do nível de vibração ou ruído, e redução visível da espessura das palhetas e do rotor.
As palhetas são as peças de maior desgaste e as primeiras a serem substituídas. Devem ser trocadas sempre em jogo completo — nunca palhetas individuais — para manter o equilíbrio dinâmico do rotor. A substituição de palhetas com diferentes níveis de desgaste produz desequilíbrio que acelera a deterioração do rolamento e do rotor.
